Boldo, Cáscara Sagrada e Ruibarbo
Conheça EparemaComo sentimos os sabores?
Nada melhor do que comer com prazer. E esse prazer vem dos deliciosos sabores que ingerimos. Mas quando a sabedoria popular diz que “gosto não se discute” ou que “fulano tem um gosto duvidoso”, sabemos que este “gosto” se refere às preferências da pessoa, mas de certa maneira também podemos estender esse “gosto” aos sabores que ela sente.
O gosto, ou paladar, é algo único. Cada pessoa tem o seu, tal qual uma impressão digital. Você nunca encontrou alguém que não suporta o sabor do chocolate? (É raro, mas existem pessoas assim!) Ou aquela pessoa que brinca de espantar vampiros e é louca por alho e cebola – enquanto muita gente não pode nem pensar nesses sabores, que já têm arrepios? Pois bem, a ciência ainda está estudando todo esse processo, mas já sabe que essa preferência por sabores tem relação com os genes.
De qualquer maneira, gostando mais de caramelo ou de jiló, todos nós somos capazes de reconhecer os mesmos sabores com o nosso paladar – independentemente de gostar deles ou não. Nossa língua, por meio de suas papilas gustativas, tem a capacidade de reconhecer quatro sabores básicos: doce, salgado, amargo e azedo. As papilas e as regiões da língua que reconhecem cada sabor são sempre as mesmas, não importa a pessoa, cultura, raça ou etnia:
- doce na ponta da língua;
- amargo no fundo da língua;
- salgado nas laterais;
- azedo nas laterais;
- o centro da língua não reconhece sabores, apenas temperatura e tato.
Cada papila gustativa tem receptores especializados para cada um dos sabores. Mas algumas papilas gustativas possuem vários receptores diferentes, e podem sentir até três gostos distintos simultaneamente. É uma verdadeira explosão de sabor!
Agora, apesar de toda a subjetividade que envolve o paladar. De algumas coisas podemos ter certeza:
- O fumo prejudica o paladar. Um fumante tem suas papilas gustativas impregnadas de fumaça, e a sua língua tem um fluxo de sangue menor que o normal, por influência da nicotina.
- Apesar de todas as diferenças, o doce é sempre reconhecido como algo bom, pois o seu sabor nos remete a uma sensação primitiva: o gosto adocicado do leite materno.
- O amargo, por outro lado, é sempre ruim, pois instintivamente nosso corpo o rejeita, já que a maioria dos venenos são amargos.
- As crianças têm um paladar muito mais apurado, isso porque elas têm quase um terço a mais de células gustativas do que um adulto. Por isso, quando elas reclamam de algum sabor nos alimentos que não conseguimos sentir, pode ser que elas não estejam “com frescura” ou inventando. Talvez seja só o paladar refinado delas se manifestando.
Depois de saber tudo isso, agora só testando para ver como o paladar funciona na prática.
Bom apetite!
Fontes:
Revista Ciência Hoje. Editora Abril: chc.cienciahoje.uol.com.br
Revista SuperInteressante. Editora Abril: www.super.abril.com.br
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