Curiosidades

Não é só a língua que saboreia, o intestino também.

Alguns pesquisadores descobriram um fato inimaginável! As papilas gustativas não são as únicas células do nosso corpo que sentem o sabor dos alimentos. Além delas, podemos dizer que temos um segundo paladar, muito mais profundo: no estômago e no intestino.

É incrível, mas o estômago e o intestino possuem células nervosas capazes de detectar sabores. Para poderem realizar bem suas tarefas no processo de digestão, esses órgãos têm suas paredes revestidas com uma grande rede de neurônios complexos. A novidade foi descobrir que esses neurônios são ainda mais complexos do que pensávamos; eles passaram a ser chamados de sistema nervoso entérico.

Quando os alimentos chegam ao estômago e ao intestino, eles devem ser digeridos. Afinal, é para isso que eles trilham esse caminho. Mas nosso corpo possui diversas enzimas e sucos digestivos, capazes de quebrar as moléculas dos mais diversos tipos de alimentos. Assim, como os nossos órgãos do sistema digestório poderiam saber quais dessas enzimas e ácidos acionar, se eles não conseguissem reconhecer que alimentos (ou restos de alimentos) estão recebendo?

O estômago e o intestino precisam identificar as substâncias químicas que já foram misturadas aos alimentos ao longo do nosso trato digestivo, além de descobrir qual é o alimento em si: proteínas, carboidratos, gorduras de vários tamanhos e tipos, moléculas pequenas como as vitaminas, gases produzidos pela digestão, ácidos, bases, diminutos íons. Eles devem reconhecer muitas outras coisas: a temperatura do bolo alimentar, se a pessoa está sentada, deitada ou em pé, se há toxinas ou outras substâncias nocivas ao nosso corpo que possam causar dor e muitos outros fatores.

Os receptores do “paladar profundo” se localizam na superfície interna da mucosa gastroentérica e funcionam de maneira similar às papilas gustativas da língua.

Mas não precisa fazer cara de nojo ao imaginar quais sabores seu intestino vai sentir no final da digestão... Apesar de os receptores do paladar na parede intestinal formarem um verdadeiro cérebro capaz de processar informações e emitir reflexos digestórios – incluindo aí a sensação dos sabores –, essa percepção ocorre somente inconscientemente, para propiciar que nosso organismo ocupe-se corretamente da digestão. Essa informação não chega à nossa consciência, então não ficamos sabendo do resultado dessa percepção.

Mesmo com essa descoberta, nada mudou. Para se deleitar com um belo bolo de chocolate, você continua sem ter outra opção a não ser colocar um delicioso pedaço na boca e mastigar!

 

Fontes:
Revista Ciência Hoje. Editora Abril: chc.cienciahoje.uol.com.br
Revista SuperInteressante. Editora Abril: www.super.abril.com.br

Envie para seu amigo
Conheça Eparema

Gerador de frases

Barriga cheia e filosofia têm tudo a ver: com nosso gerador de frases, suas conversas depois das refeições ficarão muito mais saborosas.

Fechar
Instale o aplicativo do facebook
Você é médico?
teste518193